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Essa é uma torta francesa que eu encontrei num livro maravilhosos de doces que a minha mãe trouxe do Japão. E apesar de justamente por isso, correr o risco de ser talvez muito pouco doce (já que a noção de doce no Japão passa por níveis muito mais suaves do que o brasileiro... correndo o risco de ser o famoso "sem sabor" o que para paladares japoneses também não é vero....) devido a maior parte de aprovação e elogios que recebi, decidi postar a receita.
É dessas típicas tortas que tem a base tipo cesta, o recheio, tampa e vai pro forno, que nem empadão. Só que na tampa vai mais uma camadinha de glacê royal e decoração de massa que dá o nome da torta. Ela não é muito barata por causa das amêndoas e do rum...
Base:
A base é uma receita meio parecida com a massa podre, só que sem os ovos e leite:
- 250 gramas de manteiga
- 250 gramas de farinha
- 100~120 cc de água
- 6 gramas de sal
Misturar bem a farinha e a manteiga, até virarem uma farofa bem homogênea. No meu caso, eu já adicionei o sal nessa mistura e como praticamente já deu o ponto, não cheguei a adicionar toda a água pedida na receita. (nem a metade, na verdade). Ficou uma massa bem homogênea e sedosa. Depois, deixar num formato meio quadrado e descansar na geladeira de 2 a 3 horas. Quando tirar, abrir a massa, dobrar e abrir novamente, dobrar e abrir. Como essa parte da receita lembrava um pouco a lógica da massa de folhados e croissant, imaginei que o objetivo fosse dar um pouco de crocância parecida, até pela quantidade de manteiga, então polvilhei um pouco mais na hora de dobrar a massa, de forma que a massa realmente ficou muito parecida com a massa de folhados. Encapar o fundo da forma (daquelas formas de beirada tipo flor, que nem de quiche ou tortas doces em geral) com a massa. (pensar que a massa tem que dar pra tampa e umas tiras de acabamento além da base)
Recheio:
- 100 gramas de amêndoa triturada/ em farinha
- 100 gramas de manteiga
- 100 gramas de açucar
- 100 gramas de ovos (uns 2)
- 30cc de rum
Misturar a amêndoa em farinha, açúcar e manteiga até homogeneizar. Depois, adicionar o ovo e o rum.
Glacê royal:
- 1/3 de clara de ovo (uns 30 gramas)
- 50 gramas de açúcar
- 2 a 3 gotas de limão.
Bater a clara com o açúcar. Adicionar o limão e bater até ficar bem cremoso.

Montagem:
Despejar o recheio sob a forma encapada já com a massa da base. Abrir a massa para fazer a tampa, em cerca de 1mm de espessura. Fechar a torta com a tampa, despejar o glacê e finalizar com tirinhas de massa*. Assar no forno à 160ºC até dourar.
* Consta no livro que o nome da torta vem justamente desses cruzadinhos, que diz que na França, quando as pessoas cruzam os dedos pra outras, significa "quero conversar com você".
Dicas:
Essa torta fica mais gostosa depois de esfriada. Fica uma torta que é doce e salgada ao mesmo tempo, naquele tipo de mistura que dá certo. E no meu caso, no forno aconteceu de "vazar" um pouco e sujar o forno, creio que seja o rum, o recheio, enfim. Acho que o ideal é que não se demore muito na montagem.
Estou pensando seriamente em mudar meus posts desse para o outro blog. Isso porque eu sempre esqueço de tirar foto das coisas que invento fazer, principalmente o processo e acaba ficando uma coisa sem upload. (fora que eu tenho 3 blogs, que é muito, e praticamente apenas 1 que eu upo hahahah)
Então, eu comecei postando no outro, mas acho que vou replicando, assim não perco a coisa.
Vou colocar o molho de tomate que fiz esses dias, desde o tomate, seguindo o livro do Jamie Oliver (aliás, ótimo livro). Daí a receita do macarrão caseiro também vocês podem acompanhar num outro post mais antigo. E vou adicionar uma dica nova, acho que existem "mãos mágicas" para tudo, e venho descobrindo que a minha não serve para sovar massas, principalmente de macarrão. Já fiz massa caseira várias vezes, e se há algo que eu mudei e deu certo dessa vez, foi o uso de luvas de silicone. Ainda seguindo o conselho da Vanessa de adicionar farinha apenas aos poucos, e usando uma luva, o processo foi muito mais rápido e a massa ficou ótima logo. Provavelmente algo da minha mão não se dá bem com a massa e se esse for o caso de alguém aí, sugiro usar luva, corta uns 20 minutos sofridos.
Mas vamos ao que interessa, os Ingredientes eu adaptei conforme segue:
- 1 dente grande de alho bem picado: usei esses já picados de potinho,
- 2 colheres de sopa de óleo de oliva (na verdade vai umas 4 no total),
- 1 pimenta chilli pequena, seca e esmigalhada:como eu não tinha, tasquei aquelas pimentas igual de mesa de restaurante,
- 2 colheres de chá de orégano seco,
- 3 latas 400g de tomate italiano: bem eu comprei uns 2 kg* de tomate normal, longa vida, de preferência uns que tavam com cara de apodrecer em 1 a 2 dias. Achei que a sacola não ia aguentar e foi um peso, me arrependi de não pegar uma cesta, a fila estava demorada...
- 1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto: usei qualquer vinagre default lá de casa, acho que era de maçã,
- 1 punhado de manjericão/ manjerona: parece que era pra ser fresco mas usei manjericão seco mesmo.
- pimenta do reino moída na hora: é claro que usei a já moída default de casa que é a pimenta branca ainda
* Vocês devem ter reparado que o chute é de uns 1200 gramas de tomate e eu usei 2 kg. Então eu dei uma chutada e aumentei o resto também, acertando todas as medidas pelo mais ou menos do que estava escrito. Mas ficou muito bom, principalmente a pimenta deu uma acentuada inesperada no sabor.
Modo de Preparo:
- Primeiro diz para refogar o alho e orégano em 2 a 3 colheres óleo de azeite de oliva extravirgem, adicionar o chilli e os tomates. Assim, sem líquido nem nada mais, apenas com a dica para não quebrar os tomates que se quebrasse o molho amarguraria. Mas considerando que os "meus tomates longa vida" deveriam estar umas etapas antes de "tomates italianos enlatados", decidi primeiro descascar pelo método de queimar a casca** e então depois de encaixar os tomates na panela, fiquei tomando cuidado para ver se não iria queimar. A panela teve que ser enorme, porque não era para cortar ou quebrar os tomates e cuidando ele não queimou. Aos poucos começou a soltar líquido e se assentar na panela e também não precisou ficar mexendo. Deixa 1 hora assim, no fogo brando até "fervilhar". Na verdade eu só vi "fervilhar" depois disso, quando depois de 1 hora eu comecei a esmagar aos poucos os tomates. Ajusta o sabor com os outros ingredientes menos 2 a 3 colheres do seu melhor óleo de oliva extravirgem, que esse é o toque final.
O engraçado que a princípio a cor do molho parecia fraca depois de misturar tudo e a cada mexida e reolhada, ele já mudava de cara, ficando na cor esperada. Também não precisei bater no liquidificador e coar, etc, o molho chegou naturalmente a esse estado.
**É um método bem legal em que você passa uma marca de corte em x na bunda do tomate, incisões bem leves mesmo. Espeta no garfo o lado do talo e segura sob a boca do fogão até que o fogo faça com que a casca se envergue e saia por conta. Então você volta sob a pia e descasca na mão mesmo, como se fosse tirar uma camada de durex de outra superfície. Se não conseguir tirar tudo, volta no fogo com a casca que sobrou. Não precisa chegar a mergulhar no fogo.
Infelizmente, só lembrei de tirar foto do prato feito. Seria legal se tivesse tirado da descascagem do tomate, da quantidade que era muito tomate e o tomate se desfazendo na panela.... uma pena mesmo. Ah enão sei porque bolas essa foto que eu configurei como "pequena" está desse tamanho!